Archive | July, 2009

a arte do slow cheesecake

31 Jul

Estava agora fazendo um trabalho que envolve economia, sustentabilidade e tecnologia, e me lembrei de uma tendência da qual falei a pouco tempo no meu blog NextNow: Slow Fashion.

“In a loud, crowded, crazy world, it’s good for the soul to live better by living slower”

O termo slow fashion vem mesmo de uma contraposição à ideia do fast fashion, que nada mais é do que a rápida absorção das tendências por parte dos grandes magazines e a massificação das mesmas. O fast fashion ainda é o que impõe aos consumidores a ideia de que aquela calça larga já está ultrapassada e agora é hora de usar calças justérrimas. Aquela sua blusa xadrez então, esqueça! Pode deixar guardada para a sua próxima festa junina. O slow fashion, então, prega tudo aquilo que é durável, no sentido de qualidade e durabilidade no seu armário e no seu corpinho. Prega também a busca por produtos éticos, sejam eles feitos de produtos orgânicos ou de maneira socialmente responsável como um todo. Em última instância, o slow fashion também abre espaço para as swap parties (ou o famoso troca-troca) ou anda para iniciativas como o Enjoei (enjoou? Passe adiante vendendo ou trocando).

Bom, mas o que tudo isso tem a ver com o cheesecake?

O cheesecake é que tem a ver com tudo isso. O cheesecake é um doce slow, poderia ser classificado como uma slow food ou um slow dessert. Não dá para fazer, tirar do forno e comer. Nada de fazer como aqueles deliciosos bolos secos (que eu adoro, basta ver na historinha) que podem ser comidos ainda quentinhos. O cheesecake fica aproximadamente 50 minutos no forno, depois descansa 2 horas fora do forno, para depois descansar mais 6 horas na geladeira. Só com este processo leeeeento é que a torta está finalmente pronta para comer. A história é que o cheesecake sai ainda um pouco molengo do forno e só terminar de endurecer (sem rachar ou perder sua leveza) no gelinho.

Então, se eu posso esperar no mínimo 7 horas para ter uma torta perfeita, não é justo eu chama-lo de slow cheesecake?

It is good for the soul!

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cheesecake de coração

31 Jul

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A Fernanda, também fotógrafa e sócia da Sharon, foi a cobaia do meu primeiro cheesecake em formato de coração. Apesar de usado nas fotos, ela não teve dúvida de leva-lo para seu marido, um cheesecake-maníaco como o Roger. E junto com a encomenda dela (de Peanut Butter! Aiai) ela mandou um depoimento sobre o cheesecake de coração

“Ah.. meu marido amou! E já acabou… comemos tudo! Tava uma delicia e vou te falar que sua massa é perfeita!”

Obrigada, Fe!

as origens do cheesecake

31 Jul

Acredita-se que os cheesecakes teem origem na Grécia antiga. E olha que interessante! Acredita-se também que os cheesecakes eram servidos para os atletas durante os primeiro Jogos Olímpicos, ocorridos em 778 a.c.

Da Grécia os Romanos teriam levado a idéia do cheesecake pela Europa e, séeeeculos depois, ele teria sido levado para a América pelos imigrantes e se transformado no famoso cheesecake que conhecemos hoje.

Mas, vendo as receitas e as variações de doces feitos com queijo por aí, parece que cada região do globo adotou o conceito do cheesecake, de uma forma ou de outra, adaptando a receita ao gosto local e incluindo sabores regionais.

O New York Cheesecake é o mais famoso deles. Leve e com sabor marcante. Tem sempre um pouco a mas de gema de ovo e um toque de limão (que digo para vocês, faz uma enorme diferença!)

O Cheesecake Italiano geralmente usa ricota, o que faz com que ele fique um pouco mais seco e mais compacto. Eu teste fazer uma receita com ricota, em Gênova, e coloquei um pouco de mascarpone para adicionar mais gosto e textura à receita. Ficou uma bomba calória mas deliciosamente bom.

Os franceses preferem um queijo chamado Neufchatel e geralmente adicionam gelatina ao preparo (este queijo foi o que deu oriegem ao creem cheese que conhecemos hoje, já que em uma tentativa de reproduzi-lo um produtor acabou criando o novo queijo)

Os gregos podem usar ricota, e outros queijos mais específicos como mizithra, farmers, feta, ou uma combinação de queijos. Enquanto os alemães usam o cottage ou um queijo chamado quark. Os japoneses (eu vou fazer um japonês!), por sua vez, incorporam maizena e claras em neve para um efeito mais leve.

Mas ao provar algum desses outros estilos, talvez o que se tenha é a sensação de que “bom, isso é até gostoso, mas não é um cheesecake”, já que para nós, o verdadeiro e consagrado é o novaiorquino. Mas quem vai poder afirmar de que ele é o mais próximo do original?

queijos

twitter da ong banco de alimentos

30 Jul

Divulgando o projeto! http://twitter.com/ONGBA

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destaques da agenda de cheesecakes

30 Jul

quer?O clássico com cobertura de morango é sem dúvida uma combinação perfeita. Tem a crocancia da base, com a textura macia e leve da massa de queijo, e a doçura da cobertura que leva geléia de morango e morangos frescos. Acho que para quem quer começar a se aventurar no universo dos cheesecakes, esta é a pedida perfeita.

Já o de cobertura de doce de leite lembra a clássica combinação de queijo com doce, tão típica de Minas, Goiás, e outros cantos do país. Na receita, uso gotas de doce de leite na massa de queijo e cubro tudo com um delicioso doce de leite enriquecido com creme de leite!

as duas primeiras reservas!

29 Jul

Foi dada realmente a largada! Com a lista de cheesecakes indo para o ar ontem, ela volta agora com duas reservas já feitas. Uma do exótico Ginger and Honey Cheesecake (eu estou muito curiosa para ver como é que o mel se comporta nesta receita) e a outra do Espresso Cheesecake, já no último dia do projeto.

Se você está babando por uma das opções, mas ainda não mandou o seu e-mail, mande logo 🙂

Quer?

quer?

Acertando os detalhes na ONG

28 Jul

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Hoje fui até a ONG Banco de Alimentos para acertar os últimos detalhes. Na sede deles no Alto de Pinheiros, fui recebida pela Luiza Proença, que me contou um pouco mais sobre a ONG e me fez acreditar ainda mais neste projeto. A ONG é seríssima e precisa muito do apoio de todos, especialmente financeiramente, para conseguir distribuir todos os produtos que arrecada, seleciona e ensina a consumir.

Juntas, pensamos em adaptar algumas receitas que estão no livro da ONG para alguns dos cheesecakes, assim como ensinar ao longo do projeto como aproveitar o que sobra de cream cheese, de biscoitos e de outros ingredientes a cada torta feita.

Concretizar esta parceria é sem dúvida uma parte fundamental do projeto! E eu agradeço muito a Luiza por ter acreditado na ideia.

Enquanto isso, convido para que você conheça um pouco mais sobre  a ONG acessando site deles.