um sábado, dois cheesecakes, um bar e dois restaurantes depois…

20 Sep

Quando não posso viajar, gosto de fingir que estou viajando por São Paulo, descobrindo cantos e coisas novas, olhando essa cidade sem fim com olhos de turista curiosa. Ontem, então, depois de passar a manhã inteira em um curso, peguei o Roger em casa e fomos desbravar a cidade. Nossa primeira parada, almejadíssima, foi o pequenininho Pie in the Sky em Perdizes. Eu estava morrendo de fome e já tinha dado com a cara na porta do número 1005 da Cayowaa, então estava mais do que ansiosa. Lá, encontramos excelente música inglesa, cerveja geladinha, tortas recheadas de pura gostosura e, para completar, duas opções de cheesecake na parte das sobremesas.

Há algum tempo eu não provava cheesecakes que não fosse meus, mas passei a ficar mais curiosa quando comecei a notar coisas diferentes nos cardápios por aí. Na sexta, por exemplo, comi o cheesecake de queijo de cabra no restaurate italiano do Benny, o Tappo. Meu problema, no entanto, é que comecei a fazer uma regrinha na minha cabeça parecida com o que o autor Jeffrey Steingarten fez para os ketchups no seu genial livro “O Homem que Comeu de Tudo”: é Heinz, não é Heinz, é melhor que Heinz, é pior que Heinz. É cheesecake, não é cheesecake, é parecido com cheesecake, poderia ser cheesecake mas não é. E aqui não estou falando se é bom ou ruim, estou pensando nos princípios que fazem de um cheesecake um cheesecake.

Cheesecake tem que ter base, mas pode não ter. Para mim, se “é cheesecake” tem que ter base, e preferencialmente das mais clássicas. Portanto, cheesecake sem base está mais para a categoria “é parecido com cheesecake”. Foi o que aconteceu no Tappo: cheesecake sem base. Parte dois. Para entrar na categoria “é cheesecake” tem que ter como principal ingrediente o queijo, mas ele não pode saltar tanto no paladar. Se o queijo, seja qual for, faz questão de dizer “oi, estou aqui, e sou um queijo tal” o cheesecake já perde pontos, correndo o risco de ir para a categoria “poderia ser, mas…”. O do Tappo estava delicioso, mas na minha regrinha cairia no “poderia ser, mas…”.

Bom, voltando ao Pie in the Sky, fiz questão de comer o banana caramel toffee cheesecake, mas ele caiu diretamente na categoria “não é cheesecake”, melhor, eu encontraria uma subcategoria do tipo “é muito gostoso mas definitivamente não é cheesecake”. A base era grossa e levava um pouco de cookie de aveia, acho. Tinha muita banana, pouco queijo (que no cardápio dizia ser mascarpone) e muitíssima cobertura de chocolate branco, que encobria bem o sabor de qualquer queijo que pudesse haver ali. Portanto, base legal, queijo deu tchau, “é muito gostoso mas definitivamente não é cheesecake”.

(A foto é péssima, mas…)

bananatoffeecheesecake

Depois do Pie in the Sky rumamos para alguns passeios por perto de casa, uma preguicinha, e já saímos de novo para mais farras gastronômicas-alcoolizantes. No MyNY Bar, um bar “escondido” na rua Pedroso Alvarenga, queríamos aproveitar a presença de um barmen americano que estava aqui justamente para a abertura do bar. Bebemos um, dois, três drinks incríveis quando eu dedici finalmente pedir o cheesecake de lá. Já animada, pedi para que o barmen me sugerisse um drink para tomar com o cheesecake. Ele pensou, repensou, olhou as bebidas, sugeriu alguns drinks com abacaxi ou clara de ovo (como o Pisco Sour) mas só se decidiu mesmo quando deu uma bicada no cheesecake que tinha acabado de chegar. O resultado foi um refrescante drink com Rum, Concentrado de Frutas Vermelhas, Contreau, Limão e Gelo, tudo batido junto e que realmente caiu como uma luva para o cheesecake com calda de frutas vermelha. (Tinha base de pão-de-ló, um formato diferente como de um tubo, e muito mais gosto de creme batido do que de queijo. Entra na categoria “é cheesecake, mas…”)

(A foto está pior ainda, mas…)

drinkcomcheesecake

No último restaurante que fomos, não tinha cheesecake (para alegria dos meus quadris avantajados) mas tinha uma profusão de deliciosos dim sums bem levinhos, importados da china mas com uma pegada londrina. O restaurante se chama Ping Pong e ainda não inaugurou oficialmente mas já está lá, aberto, com preços muito bons e música animada, para aqueles que, como nós, querem curtir uma São Paulo com cara de viagem: meio Londres, meio Shangai, meio NY, e muito paulistana.

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