Archive | October, 2009

ilustração

30 Oct

Eu acho que gosto muito de ilustração porque sou uma negação nesta área. Coleciono livros e links de ilustradores que sabem com simplicidade ou com a rococoques necessária colocar em desenho coisas banais do dia-a-dia ou incríveis sonhos fantásticos.

Um dos ilustradores do qual mais gosto é o novaiorquino Peter Arkle, que retrata as cenas do cotidiano da metrópole com um traço inconfundível. Recentemente, porém, encontrei algunas ilustrações dele relacionadas ao universo da comida e fiquei, literalmente babando.

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O traço dele pode parecer singelo, mas essa coisa meio distraída me encanta absurdamente!!

Há alguns anos escrevi para o e-mail de contato do site dele, perguntando como eu poderia ter acesso ao Peter Arkle News, que ele edita de forma independente e é como um zine com sua visão de mundo ilustrada. Ele próprio me respondeu, dizendo que infelizmente era uma edição vendida apenas atravees de cheque e dinheiro, mas que ele ficava muito feliz em saber que alguém de “tão longo” gostava do trabalho dele.

Fiquei lisonjeada, mas ainda assim, louca de vontade de ter um zinezinho qualquer, para possuir Peter Arkle. Foi aí que eu descobri que ele vendia suas produções na Printed Matter, uma interessantíssima livraria/loja/galeria de tudo que é impresso e, especialmente, impresso de maneira bem alternativa e autoral.  Mas, de novo, não consegui possuir nada do Peter, já meu íntimo amigo, já que tudo dele estava “out of stock”. De qualquer forma, sigo babando no seu traço displicente pelas coisas que posso ver online…

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almerinda comedora de doces

29 Oct

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A história da outra parte da família é liderada pela avó Almerinda. Irmã quase caçula em uma família de 10 irmãos todos com nomes começados com a letra A e, veja bem, nenhunzinho do tipo André ou Alexandre. Almerinda nasceu, cresceu, casou, teve filhos em Niterói de onde se mudou na década de 50 para a metrópole Paulistana. Meu avó escolheu morar na rua José Paulino, na época cheia de imigrantes e prostitutas, porque queria estar perto do trem. A família da forte Almerinda era toda de homens, liderada por meu avó Ferry, seguida por meu tio Sérgio, meu outro tio Ferry e, finalmente, meu pai Maurício. Em uma família de homens, a vó manteve a doçura comendo doces – já que teve que aprender a ser ácida para seguir adiante. Meu avó se foi, seguido por meu tio Sérgio, em um momento onde meu pai e meu tio Ferry já moravam longe daqui. A vó seguiu sozinha, com a companhia esporádica dos 8 netos que os 3 filhos tinham lhe dado.

Hoje, com 93 anos, vó Almerinda vive em seu apartamento com uma acompanhante, que a ajuda a não ficar pendurada no armário quando decide pegar alguma coisa no maleiro, a não confundir a porta do armário com a porta do banheiro durante a noite, a levantar se cair e a controlar a gulodice.

Certa vez, vó Almerinda comprou um litro de sorvete para uma das netas. Como a neta cancelou a visita, vó Almerinda pôs-se a comer o tal do sorvete, dia após dia, sem titubear, e comprando outros potes quando este acabava. Na próxima visita ao médico, ela não sabia explicar a causa do colesterol altíssimo!

Mas o que a vó adora mesmo, é bicho do pé, aquele docinho rosa de festa infantil. Ele é tudo o que uma senhorinha de 93 anos pode querer: rosinha, macio e mais doce que rapadura em dia de festa. Tentando inovar, a neta aqui levou de presente um ovo de Páscoa rechado de bicho do pé achando que ia ser sucesso na certa, mas dias depois ela vem me dizer “acho que você fez besteira. Chocolate é bom, bicho do pé é bom, mas os dois juntos não ficou bom não, e aposto que você pagou caro por isso…” E paguei mesmo! E aprendi a lição de que não adianta inventar, é o docinho inocente que faz a alegria da irônica vovozinha.

(Aliás, tentei várias receitas do doce e nenhuma deu certo. Fica muito rosa, muito puxento, muito farinhento. Desisti e agora só compro aquele lindão da padaria).

Além, de bicho do pé, a vó almerinda adora:

– doces em calda, com calda, sem calda, mas sempre molinhos

– cafuné

– televisão alta

– cócegas nas costas

A vó almerinda odeia:

– cheiro de cigarro

– muita gente ao mesmo tempo

– tirar foto

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o nonagésimo nono

27 Oct

Estou tentando prolongar este momento de despedida do projeto e algumas amigas me ajudaram na minha missão pedindo um adiamento da entrega – o que faz com que o centésimo seja comido, feito, devorado, produzido apenas daqui a uma semana.

Este nonagésimo nono cheesecake, portanto, marca o semi-fim do projeto, se é que existe um fim meio fim. Ele é o Mocha Cheesecake, feito para a Claudia, que junto com algumas outras pessoas poderia ser condecorada com a medalha de “devorador de cheesecake master”, já que ele pediu nada mais nada menos do que cinco cheesecakes!

A entrega hoje também teve um toque especial, já que fui acompanhada de minha mãe, Claudia, para entregar o cheesecake para a outra Claudia e, o detalhe importante: é aniversário da Claudia minha mãe!

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shake shake babe!

26 Oct

Descobri que uma coisa que combina muito bem com cheesecake é um bom drink alcoólico, com um toque de fruta e alguma coisa mais cítrica para contrabalançar a gordura do cream cheese e do creme de leite. É claro que eu sou chegada em uma bebidinha bem feita, em uma linda taça, para fazer pose, refrescar e alegrar o fim de tarde, mas é fato que esta talvez seja uma das melhores combinações para um delicioso cheesecake clássico.

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Neste fim-de-semana, então, encontrei pares incríveis para a minha guloseima, feitos pelos super experientes barmens Kascão e Clébio no novo bar Shaker Club, do qual é sócio também o renomado Derivan, hoje comandando o bar do Esch Café.

Um delicioso Grape Martini feito com uva niágara e levemente adoçado, me deixou encantada, e com gosto de quero mais. Foi aí que o Clébio fez o fantástico (e para tomar de jarra) martini de Gray Goose La Poire com jabuticaba. Coisa linda de Deus, minha gente! Saí de lá antes que viesse mais um e eu não conseguisse mais decidir qual era o meu preferido. Entre os dois, fico com o de jabuticaba, se bem que o de uva era fantástico… aiaiaiai…

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Essa Gray Goose La Poire para mim foi uma grande surpresa depois da decepção que tive com a Absolut Pears (que, segundo o Roger, parece feita com pera assada na churrasqueira) – aqui em casa a gente coleciona (e bebe!) as Absoluts saborizadas porque sempre foram muito boas, mas começaram a ficar enjoativas demais e artificiais demais (tem alguém aqui que concorda comigo). A Gray Goose de pera é mais leve e incrivelmente delicada, deixando sua marca sem destoar em drinks como esse de jabuticaba e um não-dá-pra-parar-de-beber Espresso Martini feito no MyNY Bar.

sabedorias de um cheesecake II

25 Oct

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sabedorias de um cheesecake

24 Oct

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8cm de pura gostosura

24 Oct

A Fê me confesou que gostava mesmo quando o cheesecake era bem alto, bem gostoso, bem apetitoso. Como eu mesma queria testar um cheesecake mais desenvolvido, coloquei quase o dobro da receita na batedeira para testar, e deu nisso. Daqui pra frente, só cheesecake de 8cm!

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