Archive | November, 2009

celebremos!

26 Nov

Minha gente, hoje eu acordei no maior dos maus humores, querendo me afundar no meu sofá e ficar por ali, só sentindo cheiro de bolo prestes a sair do forno. Mas fato é que quando me dei conta que hoje era o dia de apagar as velinhas do centésimo cheesecake, tudo ficou mais apetitoso. Fui para a cozinha, preparei aqueles que serão o motivo da festança, e daqui a pouco preparo as coberturas que darão o toque final neste fim do projeto e no começo de tudo.

Os 100 cheesecakes passaram voando, e deixaram em mim a certeza de que eu gosto de ver ingredientes virarem grandes bolos, de sentir o calor do forno e de ver gente comendo para ficar alegre ou para tentar apagar alguma tristeza.

Hoje vamos celebrar! Comendo o centésimo, relembrando os 99 que passaram e pensando no futuro!

Obrigada a todos!

dessert trucks and lemonade

22 Nov

NY é a cidade dos negócios de nicho, é a cidade das empresas independentes, dos designers com pequenas lojas e dos caminhões de comida. Quando você leu as palavras “caminhão” e “comida”, pensou nos quiosques ambulantes de comida turca, kebabes e hot dogs? Tire esta ideia da cabeça e pense em pequenos caminhões, lindissimamente decorados, limpíssimos e com uma oferta de comida de dar inveja a muitos restaurantes “estacionários”. Os food trucks dos EUA são como os laptops, móveis, leves, podem ser levados para onde o dono quiser e, neste caso, onde tiver alguém com fome ou vontade de comer.

Os food trucks são uma incrível solução para pequenos empreendedores e gourmets de plantão, que não querem ou não podem investir em um negócio fixo, com altos alugueis e custos mensais. Aqui no Brasil, mais especificamente em São Paulo, a venda de alimentos nas ruas é proibido. Cachorro quente, pipoca, cocada, pamonha, milho e yakissoba, tudo proibido. A princípio dizem que é por uma questão de higiene e saúde, mas acho que a questão envolve outras polêmicas como “como cobramos impostos desses negócios” e “como controlamos onde eles tão e para onde eles vão”.

Uma pena, eu mesma trocaria nesse instante meu pequeno Palio por um Dobló ou uma Kombi e sairia por aí levando cheesecake e alegria para esta São Paulo de trânsito parado.

Em NY tive a oportunidade de experimentar algumas delícias desses caminhões e conversar com o dono de um deles, um animado e entusiasta ex-designer, ex-publicitário, ex-corporate life como ele mesmo disse. Grant Di Mille, cuja sócia no caminhão é sua mulher, me contou um pouco de como funciona o negócio dos food trucks enquanto eu comia um fresco e denso brownie feito ali mesmo. Eu tinha muita curiosidade sobre como eles escolhiam o lugar e qual era a permissão que eles tinham para ficar ali e ele me disse que o lugar era a parte mais difícil da história, e quem criava problemas eram os outros vendedores de rua (os tradicionais street vendors) enquanto os guardas de trânsito fingiam nem ver o que estava se passando.

Di Mille falou de seu twitter e dos seguidores que tinha, me deu ideias de onde comer bons cheesecakes (o que fica para um próximo post) e me deixou feliz por ter errado a direção do metrô e caminhado algumas quadras aparentemente em vão.

Ah, sim, e a história toda me fez lembrar do filme documentário Lemonade, do qual muito já se falou, especialmente nas rodinhas de publicitários (ex ou atuais), que conta sobre a vida pós agencia de muitos e muitos profissionais da área que tiveram que encontrar novos rumos após a crise… ou durante ela.

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O caminhão do Di Mille é o Street Sweets e o site, com toda a história e o menu você vê clicando aqui

life is too short…

22 Nov

Buscando inspirações por aí, encontrei alguém que falava “Life is too short. Eat the dessert first”. A vida é curta sim, mas um bom prato de comida salgada antes de uma deliciosa sobremesa me deixa muito mais feliz e completa. Por algum tempo na minha vida, substituí qualquer refeição por um grande e delicioso sorvete, com uma boa dose de cobertura e farofa doce em cima; mas hoje, sempre que penso em um doce me vem logo a ideia de comer algo salgado antes. Tá certo que em alguns momentos, só o doce resolve, e aí não há como negar, que um bom bolo de chocolate, alguma coisa com cobertura, certa crocância e muita doçura, ajuda a vida parecer mais longa e profundamente feliz! Então, para este domingo, jogue-se na sobremesa e prepare-se para a semana…

pumpkin everywhere

13 Nov

Nos Estados Unidos é assim: enquanto não houver Thanksgiving, não se falará de Natal. Então, dá-lhe Peru, decoração com folhas outonais, e todas as mais variadas receitas com abóbora no meio.

No meio dessa preparação toda, os supermercados e delis fazem suas degustações (ontem provamos um prato completo à la Thanksgiving com Peru “orgânico” no Whole Foods Market) e as confeitarias recebem suas encomendas para as sobremesas que adoçarão o dia. Uma das opções, entre as tantas tradições, é obviamente a matéria da minha busca, um bom e belo cheesecake de abóbora.

Ontem, no café do Moma com suas mesas comunitárias, longas filas, e deliciosos pratos, não resisti ao Spiced Pumpkin Cheesecake, um tanto doce para o meu gosto mas com um toque muito especial das sementes de abóbora caramelizadas.

Na quarta-feira, me esbaldei com um perfeito Pumpkin Cheesecake do Two Red Hens, um lugarzinho do upper east side que descobri em algum fórum de discussão sobre a importantíssima matéria “qual o melhor cheesecake de Nova York”

Comi o cheesecake tomando um enlouquecido chocolate quentem com marshmallows, e fiquei pensando o quanto o doce ficaria perfeito com algum vinho de sobremesa…

A lista de sobremesas tradicionais para a data inclui

Pumpkin pie,

cranberry and blueberry mix pie,

pecan tart with bourbon whipped cream,

apple pie e

tapioca pudding.

cada um tem o bolo de caixinha que merece

12 Nov

Se nós temos bolo de fubá e milho, os americanos têm um cheesecake de caixinha. Mas a coisa engraçada é que para prepara-lo é preciso adicionar tanta coisa, que não vejo muita diferença em fazer esse e fazer um cheesecake do zero.

Quando voltar para casa vou fazer e conto como ficou.

Por enquanto, a imagem da caixinha…

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dois coelhos com uma cajadada só

8 Nov

 

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Depois que me aproximei da ONG Banco de Alimentos, fico sempre encucada em mandar uma parte de um ingrediente pro lixo. No cheesecake, acontecem em geral dois disperdícios: o de claras, já que a receita leva sempre mais gema do que clara, e o de limões, dos quais são usados apenas raspas da casca. Fiquei matutanto o que poderia ser feito e chego à solução de que as claras devem virar um bom merengue e o limão pode ser aproveitado no preparo de coberturas com frutas ou até do próprio Lemon Curd.

Ontem, então, resolvi fazer tudo ao mesmo tempo agora e aproveitar tudo o que o ovo tem pra dar. Eu queria cobrir um cheesecake com merengue (que depois levou raspas de marzipan, amoras e lascas de amendoas em cima) e fiquei com as gemas na mão, pedindo para virarem algo. Foi aí que com quatro ovos, uma certa quantidade de açúcar e um pouco de suco de limão tinha em poucos minutos um lindo e brilhante merengue e um delicioso lemon curd (que ainda leva manteiga e pode ser armazenado por alguns dias na geladeira).

Matei dois coelhos com uma cajadada só, não disperdicei nada e ainda fiquei feliz da vida.

Ainda sobre as gemas, fiquei me questionando sobre o uso de gemas pasteurizadas, achei que era uma boa ideia (depois de quebrar com o preconceito) até que eu descobri que após aberta elas duram apenas 24 horas… haja cheesecake e lemon curd pra fazer! Por enquanto prefiro driblar deste jeito, usando ovos que vêm na sua embalagem original mesmo!

Ah! O cheesecake que recebeu o merengue foi este aqui

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delicious digestive cookies

6 Nov

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A grande maioria das receitas americanas de cheesecake pedem para que você faça a base com os estranhos e inigualáveis Digestive Cookies. Difíceis de encontrar no Brasil, eles são muito comuns na Europa e, segundo anúncios da mais famosa marca, a McVitie’s, são os biscoitos número 1 da Inlaterra.

Eu os comi pela primeira vez na Itália, no café da manhã da casa da Juliana, e fiquei viciada nos danados. Eles esfarelam na boca, são doces na medida e têm um leve toque de farinha integral (13% do total dos ingredientes). Quando estive lá pela última vez, disse para a Juliana que ia trazer um carregamento na mala mas ela me proibiu, dizendo que tinha certeza absoluta que o Santa Luzia vendia os tais “digestive”. Procurei por várias vezes e só recentemente descobri que eles tinham feito uma nova importação, diretamente da Inglaterra. O supermercado Dia também trouxe um tipo de Digestivos, talvez produzidos na Argentina, mas que não chegam nem aos pés da textura dos europeus e são um tanto quanto mais salgados.

Recém chegada da Itália, a Ju me trouxe dois pacotes do The Original, e eu pude repetir minha preferida prima colazione italiana: Capuccino e Digestive Cookies.

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Ah! Quanto ao uso deles como base dos cheesecakes, já fiz vários testes e continuo preferindo a nossa boa e velha bolacha maizena, que deixa tudo com mais crocância. Deixo os 800 gramas de biscoito que a Ju trouxe para tornar meu café da manhã mais alegre.