caçando cream cheese

18 Dec

Me preparando para as encomendas de Natal (responsabilidade das grandes de fazer a mesa dessa gente bonita e de lamber os beiços) liguei ontem para o atacadista que me vende baldes e baldes de cream cheese. Na primeira tentativa, o sistema estava fora do ar. Na segunda também, o que me levou a uma terceira, que me deixou com a função para o dia seguinte que, no caso, era hoje. Ligo bem cedinho e tudo o que ouço é que “sim, finalmente o sistema está de volta”, o que ainda não me garantia que haveria meus baldes no estoque. Depois de dar meu nome, relembrar meu código que sempre esqueço, pedir quilos e mais quilos da minha matéria prima escuto o que não quero “ixi. Você quer cream cheese? Está em falta há uma semana!” – emudeci, a moça também, não sem antes me oferecer uma outra variedade incrível de produtos entre azeitonas na promoção e coca-cola de litro que de nada me valiam.

O passo seguinte era ligar para a banca do Levi no Mercadão, onde o próprio Sr. Levi atenderia e me diria que ele, sim, tinha cream cheese, mas em bisnaga, e que me salvaria do meu apuro, quem sabe, talvez, se eu chegasse rápido por lá.

A ida para aquelas bandas já estava programada mas eu tinha mais aflição do que nunca. O trânsito me incomodava, o atraso da companhia, a ideia de que minhas bisnaguinhas seriam adquiridas por outra pessoa má que certamente fariam algo não tão sofisticado como os cheesecakes natalinos prestes a brotar do meu forno.

Mas eis que chegamos ao centro sem maiores problemas, o estacionamento tinha vaga e tudo parecia tranquilo – o que parece estranho para algo tão próximo da confusa e enlouquecida 25 de março. O Mercadão estava a mil, mas sem luz, o que significava sem cartão e com poucas balanças funcionando. Como tudo se supera e no final tudo é festa, nunca vi tamanha distribuição de pedaços de um pouco de tudo para degustar, tantos vendedores tão animados, tanta atenção no cream cheese hunting e, no final, até um certo desconto concedido pelo Sr. Levi que, apesar da placa em letras garrafais que anunciava que a banca só aceitava cartão ou dinheiro, aceitou sorridente o nosso cheque com fundo e, principalmente, muita alegria: 15kg a menos de preocupação nas minhas costas!

Advertisements

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s

%d bloggers like this: