Archive | January, 2010

helvetica cookie cutters

29 Jan

Da designer Beverly Shu, uma ideia que certamente deixaria o layout de bolos e biscoitos muito mais interessante, pena que ainda não foi produzido para além do protótipo. Eu fico esperando ansiosa pela oportunidade de ter meus helvetica cookie cutters em casa…

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minha natureza é imperfeita

28 Jan

Se a natureza é imperfeita, por que é que quando a reproduzimos queremos que tudo seja lindo, tintin por tintin, sem tirar nem pôr?

A árvore de açúcar sofre com chuvas como quem sofre por amor. Se derrete, se desmantela, se desfolha e raramente se regenera – mas deixa o solo sempre mais doce, prontinho para deixar brotar um novo amor.

ah, na minha cozinha…

28 Jan

Velas que já vem com seus próprios garfos

Medidores em formato de Matryoshkas

Uma faca-serrote de bolo!

Os dois últimos ainda estão à venda na Fred Flare (aqui e aqui). A marca é conhecida por seus objetos divertidos e formatos irreverentes para coisas ordinárias!

meu bolo de 15 anos

27 Jan

Não sei se já contei essa história por aqui, mas como minha cabeça já não funciona muito bem, especialmente passados 17 anos desde os meus 15 anos, eu conto ela de novo por puro deleite meu.

Meu aniversário de 15 anos, como boa parte dos festejos da minha vida, foi completamente diferente de uma festa tradicional que a idade pede. Nada de vestidão, nada de valsa, nada de bolo de andares. Mas teve roupa nova (a que menos pior caía no meu corpo recém saído da anorexia), música pra dançar e bolo enorme, só que na horizontal. Meu pai foi encarregado de preparar a festa que aconteceu na casa em que ele morava na época, em Pirenópolis. Ele pensou na música, nas luzes, nas comidinhas e, claro, no bolo.

Na época, todos os bolos da cidade eram feitos pela dona Conceição (eu tenho certeza de que estou errando o nome, mas já confirmo com a minha mãe) e a marca registrada dela era fazer bolos recheados com doce de leite e abacaxi, cobertos por merengue bem branquinho e finalizado com frutas inteiras e caramelizadas. A graça da história está no detalhe de como ela vendia os bolos: por quilo de farinha. Quando ela perguntou para o meu pai se um bolo de um quilo estava bom, ele respondeu sem titubear que sim, e se assustou ao ver o bolo gigante que o esperava na hora de retirar. Até hoje ele diz que teve que levar o bolo no capô de um fusca, porque ele não cabia dentro do carro…

Eu tenho saudades daqueles bolos!

vai um cafezinho aí?

24 Jan

Nesta última sexta-feira tive uma manhã banhada por café. No ateliê, preparamos a produção da uma foto para a revista Espresso com o meu Coffee Flavoured Brownie Cheesecake, o drink Ouro de Tolo da minha querida Camila Cardillo, telhas de laranja com café e um lindo drink de verão do barman do Kosushi. A responsável pela produção foi a Patrícia Malta de Alencar, editora da revista, e a ideia era criar combinações interessantes entre doces e drinks que não necessariamente fossem de café mas que não deixassem de lembra-lo com ingrediente ou tê-lo como contraponto.

Fiquei muito feliz com tudo, e no final provamos os drinks, as bebidas (um incível licor de cereja amarela e o licor de café da Illy) e, obviamente, o cheesecake – que eu sou suspeita para falar, mas estava incrível.

flores de açúcar, massa de modelar e alfenins

20 Jan

Hoje de manhã fiz minha terceira aula do curso de Decoração de Bolos, uma das minhas determinações de ano novo que já está sendo cumprida. Acontece que muito mais do que aprender a fazer flores e folhas de açúcar (coisas que eu acho lindíssimas) estas aulas estão me trazendo dezenas de lembranças, várias memórias, inúmeras ideias.

Na primeira aula com pasta americana (que não é nem de perto o meu material preferido) foi impossível não me lembrar do quanto as massinhas de modelar foram a válvula de escape da minha criatividade infantil. Como eu sempre fui medíocre no desenho (a casa, o elefante e a menininha que eu desenhava então são os que até hoje fazem parte dos meus rabiscos) eu me dedicava com afinco às figurinhas criadas com massinha colorida que meu pai guardava num pequeno santuário. Tinha bicho, tinha santo, tinha pequenos objetos cotidianos. Junto com as poesias que eu ensaiava escrever, esses eram os meus dotes que meus pais exibiam para seus amigos. E, se bobear, eles ainda andam por aí, escondidos em alguma gaveta secreta do meu pai.

Já nas aulas com glacê real, me apaixonei loucamente pelas flores de açúcar, por sua delicadeza e pela mágica que é fazê-las. Enquanto as flores de pasta americana são feitas com cortadores e forminhas, as flores de glacê saem de sacos de confeiteiro preparados com bicos enigmáticos dos quais saem folhas, flores, talos e miolos. Enquanto na aula de pasta americana foram minhas costas que pediram socorro, na aula de glacê foi a vez da mão, minha querida mão esquerda gritar. De qualquer forma, estas flores também me trouxeram lembranças, talvez mais pelo cheiro e pelo gosto que o glacê tem do que pela forma de fazer. Me lembrei dos alfenins, doces modelados em forma de bichinhos a partir de uma massa delicada de açúcar, água e limão que deve ser manuseada ainda quente com a ajuda de polvilho. Perguntei para a professora sobre eles e ela não os conhecia. Também, pudera, os alfenins fazem parte da cultura da distante Goiás Velho, terra de Cora Coralina e patrimônio cultural da humanidade. Da última vez em que estive na cidade, fui à casa de dona Silvia, a única mulher na cidade que ainda faz o doce e que já leva 50 anos de vida fazendo-o. Lá, comprei meu alfenin, comi, e confirmei o que dizia a minha lembrança: eles são mais bonitos que gostosos – provavelmente o mesmo que acontece com as flores de glacê.

E se as flores que eu estou aprendendo a fazer são mais bonitas que gostosas, isso não importa muito. O que interessa são as lembraças que elas estão me despertando e o quanto elas ficarão lindas em cima dos meus cheesecakes.

Aqui, algumas fotos de flores e alfenins

cheesecake para casamentos

12 Jan

Não, não é o que você está pensando, apesar de realmente existirem cheesecakes para casamento (e eu mesma estou começando a fazê-los – em breve, fotos aqui). Os cheese cakes são bolos feitos de queijos de verdades, empilhados um em cima do outro.

A primeira pessoa a me falar sobre isso foi a Ju que, tendo retornado de um casamento na Inglaterra, contava da divertida ideia da irmã da noiva de fazer o tal do bolo. Inusitado para os nossos padrões, bem alinhado com o costume inglês de comer queijos para encerrar as refeições, a irreverente “receita” costuma trazer os queijos preferidos da noiva e do noivo, que podem montar o bolo por conta própria escolhendo as opções nos mercados locais.

Ainda não achei informações mais aprofundadas sobre as tradições, mas fato é que existem muitos sites e fábricas de queijo que oferecem seus serviços para a produção das iguarias.

Que tal?