Archive | August, 2010

doce buenos aires

25 Aug

Buenos Aires é uma cidade que me encanta (como os portenhos diriam) por inúmeros motivos. É uma cidade que ajuda a explicar quem eu sou e do que gosto.

Apesar de minha mãe ter nascido lá, só fui conhecer esta minha cidade-alma-gêmea aos 18 anos e foi paixão à primeira vista. De lá pra cá aprendi a falar espanhol com acento portenho, fiz amigos queridíssimos (donos dos abraços mais apertados e das risadas mais sinceras), viciei na melhor pizza do mundo (El Cuartito, por supuesto) e no melhor sorvete do mundo (Persicco, por que no?), quase aprendi a dançar tango, comecei uma marca de moda inspirada por seus grafittis, me apaixonei por suas praças (hoje cercadas, infelizmente) e resolvi que iria conhecer cada cantinho que faz a cidade especial.

Por uma dessas coisas loucas da vida, fiquei 2 anos sem desembarcar em Ezeiza, sem os abraços, sem as guloseimas, sem as praças, mas ainda com meu amigos e meu sotaque fajuto na ponta da língua. Foi pensado nisso que decidi passar meu aniversário deste ano por lá, aproveitando ainda o fato de que aqui a sexta-treze é mal vista/maldita e lá o treze maldito é a terça (martes treze, no cases ni viajes). Acontece que por mais um desses fatos da vida, tive que transferir a viagem para a outra semana, o que no final foi divertido também, já que acabei tendo uma semana a mais de comemorações.

A cidade tem algumas marcas que a deixam um pouco mais triste, mas não menos adorável. As tristezas ficam por conta da sujeira nas ruas, especialmente de Palermo Hollywood, dos vários imóveis para vender e alugar que ainda ostentam nas vitrines frases de despedida como “Liquidacion para cierre”, “Nos vamos. Aprovechen”, e pelas praças em sua grande maioria rodeadas de grades. Mas deixando isso de lado, dá pra ver coisas novas que brotaram nestes dois anos, como espaços de arte, lojas, restaurantes e, como eu não poderia deixar de observar, confeitarias que vão além das tradicionais, e não menos deliciosas, facturas argentinas.

Comi poucos doces, mas ficou claro pra mim que a doçura tem se espalhado pela cidade, em forma de cupcakes, flans, releituras de doces tradicionais, confeitarias delicadamente decoradas, menus escritos com giz de muitas cores, vitrines apetitosas e atendimento carinhoso. Quero voltar, agora em breve!, só para conhecer melhor uma a uma e, uma vez mais, me encantar por esta cidade.

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celebrando

19 Aug

Celebrar é uma das coisas mais prazerosas da vida. E toda vez que penso nisso, tenho a certeza de que deveríamos celebrar mais e mais. E celebrar desde as coisas mais importantes, como o amor, até as teoricamente menos importantes como um dia bonito, um encontro casual com os amigos, uma descoberta surpreendente em um dia cinzento.

E para mim, uma das celebrações mais bonitas é a do casamento. Feito com amor e por amor e pelo amor. Eu mesma nunca sonhei em casar véu-grinalda-convidados-flores-buffet-festança, mas tenho uma alegria imensa em receber convites de casamento verdadeiros. O último foi de uma amiga que, depois de 13 anos com o namorado-quase-já-marido resolveu celebrar o amor e compartilhar isso com quem ela gosta. De forma simples e absolutamente verdadeira.

Com os cheesecakes tenho recebido convites “indiretos” de casamento. Cheesecakes me levam para as comemorações de festas grandes, festas reservadas, festas na praia, festas de dia, festas de noite. Gente querida que celebra essa coisa linda e difícil que é estar junto e compartilhar o cotidiano com quem se ama. E me sentir presente, em forma de creme, queijo, açucar, chocolate, baunilha… me dá uma satisfação sem fim.

Nesta foto, feita por minha irmã (Tainá Azeredo), a querida fotógrafa Sharon Eve e seu cheesecake de chocolate branco com groselhas do qual é fã número 1.

pop up xcake store

7 Aug

Essa coisa de entregar cheesecakes só por delivery às vezes me dá umas ideias malucas, e foi de uma dessas ideias que surgiu a pop up xcake store.

Eu gostaria de ter uma loja, um cantinho para vender xcakes em fatia e para pronta entrega. Apaixonada pelo conceito dos food trucks nos estados unidos, adoraria ter uma lojinha sobre rodas, para ir pra lá e pra cá e não ter lugar fixo. Fico vendo fotos dos food trucks e morrendo de amores… mas, um MAS bem grande, como aqui no Brasil não se pode vender comida em carros (sim, é todo mundo ilegal! Cachorro quente, tapioca, xburger) o meu sonho fica por enquanto apenas no sonho e fui arrumar uma outra maneira de fazer o que eu queria

Foi aí que veio a parceria com o Lorena 1989, onde eu já vendo meus xcakes, para fazer uma loja temporária com todos os sabores, e ainda umas outras invenções. A pop up xcake store (você já deve ter ouvido falar em pop up store) acontece lá até o dia 17 de agosto (prorrogável) das 9h às 17h

sim, eu continuo provando cheesecakes

1 Aug

Para quem pensa que eu enjoei de cheesecake, se enganou. Eu talvez não coma tanto dos meus (até porque tenho que entrega-los inteiros 🙂 ) mas sempre que vejo um cheesecake no cardápio tenho que pedir. A curiosidade é maior do que qualquer olho gordo, é a curiosidade gorda.

E foi assim que passando um fim-de-semana no Rio de Janeiro eu comi 2cheesecakes em 2sobremesas.

O primeiro deles foi no CT Brasserie do chef Claude Troisgros. E o que um cheesecake estaria fazendo no cardápio de um chef francês? O restaurante traz uma mistura divertida das brasseries com as delis americanas, e talvez venha daí a ideia do cheesecake. Lá o doce é bem clássico, mas vem no formato de uma mini torta, acompanhado por uma calda de frutas vermelhas. Provavelmente feito na geladeira, é beeeem cremoso e eu diria que é quase um mousse de cheesecake.

O segundo veio regado com uma vista deslumbrante e uma tarde de drinks. Para rebater o alcool, um cheesecake super simpático e cheio de frescurinhas: “caramelizado” (como se fosse um creme brule), com trio de goiabada (doce, confitada e sorvete) e biscotinho. O cheesecake parecia uma queijadinha, mas ficou delicioso! (E a combinação da goiaba em várias modalidades me deu muitas ideias 🙂 ). Ah! A delícia foi consumida no Bar dos Descasados, dentro do hotel Santa Tereza em Santa Tereza.

Entre o clássico e o inovador, fiquei com o inovador, mais pelas frescuras do que pelo cheesecake em si.

E como diria Álvaro Garnero no peculiar programa de viagens 50 por 1, “mas essa ainda não é a minha cheesecake”, ainda gosto mais das massas clássicas, com um bom equilíbrio entre peso e leveza.