doce buenos aires

25 Aug

Buenos Aires é uma cidade que me encanta (como os portenhos diriam) por inúmeros motivos. É uma cidade que ajuda a explicar quem eu sou e do que gosto.

Apesar de minha mãe ter nascido lá, só fui conhecer esta minha cidade-alma-gêmea aos 18 anos e foi paixão à primeira vista. De lá pra cá aprendi a falar espanhol com acento portenho, fiz amigos queridíssimos (donos dos abraços mais apertados e das risadas mais sinceras), viciei na melhor pizza do mundo (El Cuartito, por supuesto) e no melhor sorvete do mundo (Persicco, por que no?), quase aprendi a dançar tango, comecei uma marca de moda inspirada por seus grafittis, me apaixonei por suas praças (hoje cercadas, infelizmente) e resolvi que iria conhecer cada cantinho que faz a cidade especial.

Por uma dessas coisas loucas da vida, fiquei 2 anos sem desembarcar em Ezeiza, sem os abraços, sem as guloseimas, sem as praças, mas ainda com meu amigos e meu sotaque fajuto na ponta da língua. Foi pensado nisso que decidi passar meu aniversário deste ano por lá, aproveitando ainda o fato de que aqui a sexta-treze é mal vista/maldita e lá o treze maldito é a terça (martes treze, no cases ni viajes). Acontece que por mais um desses fatos da vida, tive que transferir a viagem para a outra semana, o que no final foi divertido também, já que acabei tendo uma semana a mais de comemorações.

A cidade tem algumas marcas que a deixam um pouco mais triste, mas não menos adorável. As tristezas ficam por conta da sujeira nas ruas, especialmente de Palermo Hollywood, dos vários imóveis para vender e alugar que ainda ostentam nas vitrines frases de despedida como “Liquidacion para cierre”, “Nos vamos. Aprovechen”, e pelas praças em sua grande maioria rodeadas de grades. Mas deixando isso de lado, dá pra ver coisas novas que brotaram nestes dois anos, como espaços de arte, lojas, restaurantes e, como eu não poderia deixar de observar, confeitarias que vão além das tradicionais, e não menos deliciosas, facturas argentinas.

Comi poucos doces, mas ficou claro pra mim que a doçura tem se espalhado pela cidade, em forma de cupcakes, flans, releituras de doces tradicionais, confeitarias delicadamente decoradas, menus escritos com giz de muitas cores, vitrines apetitosas e atendimento carinhoso. Quero voltar, agora em breve!, só para conhecer melhor uma a uma e, uma vez mais, me encantar por esta cidade.

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