Archive | January, 2011

food trucks

13 Jan

Já declarei antes meu encanto pelos food trucks (aqui e aqui), já disse que adoraria ter um, já cansei de contar que passaria minha vida sobre rodas se assim (e aqui) isso fosse possível. Da última vez que fui a NY consegui fotografar alguns dos meus food trucks favoritos (a grande maioria de doces, óbvio!) e ainda fiz algumas outras descobertas.

Acho que por conta da época (um pouco antes do Natal) muitos dos Food Trucks estacionaram perto de ruas comerciais. É o caso do Cookies and Cream, que apesar do nome não vende cookies, mas sim camisetas e toy art

O Cupcake Stop estava em plena Broadway (Soho) com uma ação para arrecadar fundos para uma instituição beneficente (e esses três meninos que aparecem na foto estavam aí para fazer a divulgação)

Na trilha dos cupcakes, um carrinho menor cheio de charme cruzou o meu caminho: o cupcake lover

Aí, na linha dos pequenos, me chamou a atenção este. Um café sobre rodas, mais próximo do estilo tradicional dos carros de comida de NY mas com uma direção de arte toda nova. A realização faz parte do projeto Project Art Cart que visa juntar designers gráficos com donos de carrinhos de comida para deixar tudo mais bonito – e atraente como os Food Trucks

And last but no least: o Dessert Truck, que se posiciona sempre alí pelo East Village por volta das 6 da tarde e fica por lá até as 11 da noite. Parada obrigatória para quem sai das universidades da região depois de uma aula estafante, para quem foi ao cinema e quer um docinho antes de ir pra casa, para quem  se esbaldou em algum bar da região (cheeeia de bares) e está precisando de uma dose de açúcar antes de ir dormir.

breathtaking

2 Jan

Desde que fomos ao Japão pela primeira vez em 2005 decidimos que voltaríamos algum dia, e quando esse dia chegasse iríamos de novo ao NY Grill, o restaurante no 52 andar do Park Hyatt Tokyo. O porquê é mais emocional do que racional. O restaurante é mais americano que japonês, como o próprio nome deixa claro. A comida é deliciosa mas é bem simples. O que encanta, no entanto, é a localização do restaurante e a chance de sentar no balcão e ver os cozinheiros trabalharem.

Me lembro que quando fomos pela primeira vez, comemos a melhor batata frita do mundo e tomamos um vinho tinto que ficou na memória. De lá, demos a volta no andar e fomos para o bar de onde a vista, ao som de jazz, é ainda mais impressionante – foi neste bar que foi rodada a famosa cena do filme Lost in Translation.

Foi neste hotel também de onde vi pela primeira vez o Monte Fuji, em uma surpresa preparada pelo meu querido Ro.

Dados os devidos porquês de irmos e voltarmos, agora o porquê deste post vir parar aqui e não no meu blog sobre o Japão: no cardápio do NYGrill, como não poderia deixar de ser, tinha um cheesecake! E como eu adoro quando coisas que eu gosto tanto se juntam num mesmo lugar!: meu amor, Japão, cheesecake, tudo ali ao mesmo tempo, numa noite linda e estrelada.

Como já disse outras vezes, raramente como doce, raramente como meu próprio cheesecake, mas sempre que vejo a palavra “cheesecake” no cardápio guardo um espaço para experimentar.

A textura era muito boa, mas a calda doce demais. E vinha com sorvete, ou que eu acho totalmente dispensável (apesar de adorar sorvete). A base tinha também um pouco de canela, o que é muito comum nos cheesecakes legítimos, mas que eu particularmente não gosto muito – acho que a canela tende a competir muito com os outros gostos. O crocante vinha principalmente da tuille servida junto, e do merengue em cima da fatia. A apresentação era linda e, dado todo o entorno, foi um cheesecake de tirar o fôlego 🙂