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hora de crescer, multiplicar e compartilhar

24 Jul

Eu já me aventurei por muitas áreas profissionais. Continuo trabalhando com publicidade, área na qual me formei, mas já me meti no mundo da moda e agora estou aqui, literalmente com a mão na massa nesse mundo da gastronomia doce.

Trabalhar em um negócio próprio sozinha é sempre um grande desafio, especialmente quando você tem outro emprego. É difícil atender a tudo a que se propõe, é difícil se manter sempre animada (todo negócio tem seus altos e baixos), é difícil tomar todas as decisões sozinha, é difícil crescer. Não é impossível, eu sei, mas é bastante difícil.

É por isso que gostaria de apresentar a Anelise a vocês. Ela já foi minha chefe (nós duas trabalhamos na mesma agência há uns 11 anos atrás), já tínhamos tentado fazer uma importação de coisas da Argentina juntas (o que não deu muito certo), ela já teve também seus próprios negócios… e, ah! Importante: ela é mineira e mãe da mais que divertida Aurora.

E como essa vida é sempre uma deliciosa surpresa, nos reencontramos no começo do ano passado e descobrimos que estávamos exatamente no mesmo momento de vida: queríamos manter nossos negócios próprios, mas nunca mais sozinhas! Ela tinha uma ideia incrível, eu tinha medo de crescer, ela me disse uma das coisas mais incríveis que eu já tinha ouvido de alguém (já conto), e, assim, rapidamente, entre um almoço e outro, nos fizemos sócias.

Somos sócias na Xcakes e em um novo gostoso negócio que em breve apresentaremos para todo mundo. Ela me ajuda a não desanimar e, muito pelo contrário, ter sempre algeria e amor para continuar crescendo e acreditando no caminho que escolhemos . Ela é super determinada, eu sou super indecisa. Ela é super detalhista, eu sou super curiosa. Ela tem um delicioso sotaque mineiro e irmãs espalhadas pelo mundo. Eu tenho esse sotaque indefinido, e a cabeça no mundo. A gente tem uma forma muuuito diferente de encarar determinadas coisas, mas isso é tãaaaaao bom. Ao invés de desentendimentos, nos dá abertura para entender que existem outros pontos de vista, e que nem sempre o seu é o melhor.  E que dá sempre pra encarar a vida, os desafios e os imprevistos de um jeito diferente.

Então, depois do Roger, a Ane é mais um motivo para a Xcakes continuar cheia de amor, crescendo e levando amor para os outros.

Obrigada 🙂 obrigada Ane por me dizer que só confiaria em duas pessoas para serem suas sócias, e que eu era uma delas!

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xcake no pote e muito amor

23 Jul

Faz muito, mas muito tempo mesmo que não paro para escrever aqui. Em breve teremos novidades (mais novidades!) e tem sobrado pouco tempo para o computador e até para o sono.

Mas nesse meio tempo, aconteceram muitas coisas legais que não poderiam deixar de aparecer por aqui. Uma delas é o Xcake no Pote! Para a Páscoa (gente, como esse ano está passando rápido!) criamos o Xcake no Pote e rapidamente vendemos todas as unidades que tínhamos capacidade de fazer. Viva! Depois o Xcake no Pote apareceu na revista Casa e Comida (que eu adoro!), recebemos várias outras encomendas e, finalmente, a Xcake no Pote foi parar numa reportagem super divertida feita pelo videorreporter Rodrigo Leitão para o novo programa do Otávio Mesquita na Band.

A reportagem, que você vê aqui, tem quase 10 minutos extraídos de quase 4 horas de muita conversa e delícias! eu me diverti fazendo, vendo e revendo. Veja você também e conheça um pouquinho mais da história da Xcakes 🙂

as sobremesas da realeza

27 Apr

Já que o assunto da semana, do mês, do ano!, é o tal “casamento do século”, vou me intrometer e falar sobre isso também. Na verdade, recebi hoje pela manhã um e-mail da DailyCandy contando que o casamento terá uma das sobremesas preferidas do príncipe e, o melhor, dando a receita da “iguaria”

Acontece que, ao contrário do que você poderia imaginar, a tal sobremesa é super simples de fazer e poderia ser classificada na categoria “sobremesa-de-larica” em oposição às “sobremesas-de-alta-gastronomia” que imaginamos para este tipo de ocasião.

É uma mistura de biscoito (tipo digestive cookies), amendoas, passas, chocolate, manteiga, leite condensado e mais chocolate. Triturado, misturado, gelado, e picado em quadradinhos.

A sobremesa, Chocolate Crunch Cake, é feita neste vídeo pelas donas do Tea and Sympathy. Prepare o estômago e faça a sua própria sobremesa real para acompanhar a cerimônia na sexta-feira 🙂

se as festas infantis fossem planejadas por publicitários

10 Feb

Logo que vi este vídeo me lembrei de todas as festas que minha mãe preparava para mim. Fiquei pensando em qual seria o briefing e tenho certeza que deveria ser algo como: fantasia + muita pipoca + coisas coloridas.

E foi assim, e com muita criatividade, que minha mãe fez algumas das minhas mais inesquecíveis festas. Dentre as que eu me lembro muito bem estão a do Sítio do Pica Pau Amarelo e a de príncipes e princesas. A do Sítio tinha fantasias de papel crepom para todos (de Emília para as meninas e de Visconde para os meninos), minha mãe fantasiou a minha boneca Gui Gui de Emília (e ela veio guiguizando pelas estradas esburacadas entre Brasília e Pirenópolis), e todas as guloseimas vinham embrulhadas em pacotes que lembravam milhos e bombinhas de festa junina. As de príncipes e princesas tinha chapéu para cada um dos meninos, que ganhavam também capas, e chapéu e coroinha para todas as meninas.

E é assim que deveriam ser todas as festas infantis. Com sonhos realizados e muita mãe/mão na massa 🙂

Ainda bem que tive esta oportunidade (privilégio!) de crescer com festas feitas pela mãe e no quintal empedrado.

food trucks

13 Jan

Já declarei antes meu encanto pelos food trucks (aqui e aqui), já disse que adoraria ter um, já cansei de contar que passaria minha vida sobre rodas se assim (e aqui) isso fosse possível. Da última vez que fui a NY consegui fotografar alguns dos meus food trucks favoritos (a grande maioria de doces, óbvio!) e ainda fiz algumas outras descobertas.

Acho que por conta da época (um pouco antes do Natal) muitos dos Food Trucks estacionaram perto de ruas comerciais. É o caso do Cookies and Cream, que apesar do nome não vende cookies, mas sim camisetas e toy art

O Cupcake Stop estava em plena Broadway (Soho) com uma ação para arrecadar fundos para uma instituição beneficente (e esses três meninos que aparecem na foto estavam aí para fazer a divulgação)

Na trilha dos cupcakes, um carrinho menor cheio de charme cruzou o meu caminho: o cupcake lover

Aí, na linha dos pequenos, me chamou a atenção este. Um café sobre rodas, mais próximo do estilo tradicional dos carros de comida de NY mas com uma direção de arte toda nova. A realização faz parte do projeto Project Art Cart que visa juntar designers gráficos com donos de carrinhos de comida para deixar tudo mais bonito – e atraente como os Food Trucks

And last but no least: o Dessert Truck, que se posiciona sempre alí pelo East Village por volta das 6 da tarde e fica por lá até as 11 da noite. Parada obrigatória para quem sai das universidades da região depois de uma aula estafante, para quem foi ao cinema e quer um docinho antes de ir pra casa, para quem  se esbaldou em algum bar da região (cheeeia de bares) e está precisando de uma dose de açúcar antes de ir dormir.

breathtaking

2 Jan

Desde que fomos ao Japão pela primeira vez em 2005 decidimos que voltaríamos algum dia, e quando esse dia chegasse iríamos de novo ao NY Grill, o restaurante no 52 andar do Park Hyatt Tokyo. O porquê é mais emocional do que racional. O restaurante é mais americano que japonês, como o próprio nome deixa claro. A comida é deliciosa mas é bem simples. O que encanta, no entanto, é a localização do restaurante e a chance de sentar no balcão e ver os cozinheiros trabalharem.

Me lembro que quando fomos pela primeira vez, comemos a melhor batata frita do mundo e tomamos um vinho tinto que ficou na memória. De lá, demos a volta no andar e fomos para o bar de onde a vista, ao som de jazz, é ainda mais impressionante – foi neste bar que foi rodada a famosa cena do filme Lost in Translation.

Foi neste hotel também de onde vi pela primeira vez o Monte Fuji, em uma surpresa preparada pelo meu querido Ro.

Dados os devidos porquês de irmos e voltarmos, agora o porquê deste post vir parar aqui e não no meu blog sobre o Japão: no cardápio do NYGrill, como não poderia deixar de ser, tinha um cheesecake! E como eu adoro quando coisas que eu gosto tanto se juntam num mesmo lugar!: meu amor, Japão, cheesecake, tudo ali ao mesmo tempo, numa noite linda e estrelada.

Como já disse outras vezes, raramente como doce, raramente como meu próprio cheesecake, mas sempre que vejo a palavra “cheesecake” no cardápio guardo um espaço para experimentar.

A textura era muito boa, mas a calda doce demais. E vinha com sorvete, ou que eu acho totalmente dispensável (apesar de adorar sorvete). A base tinha também um pouco de canela, o que é muito comum nos cheesecakes legítimos, mas que eu particularmente não gosto muito – acho que a canela tende a competir muito com os outros gostos. O crocante vinha principalmente da tuille servida junto, e do merengue em cima da fatia. A apresentação era linda e, dado todo o entorno, foi um cheesecake de tirar o fôlego 🙂

o incrível mundo do cheesecake

9 Dec

Eu já disse algumas vezes aqui que cheesecake é meio que um doce universal, apesar de ter sido consagrado pelos americanos. Em qualquer esquina do mundo que você for vai ter alguém fazendo alguma coisa com o nome de cheesecake. Pode ser que não se pareça em nada com aquilo que você entende como cheesecake, mas ele estará lá belo e faceiro. Como uma cheesecake maníaca e caçadora de sabores e texturas acabo experimentando tudo o que aparece com este nome, seja em cardápios refinados ou nas prateleiras e geladeiras de supermercados.

Eis que fui parar no outro lado do mundo, no conto de fadas moderno que é Tóquio, e me joguei nos mais variados cheesecakes. Comi também do doce em Osaka e em Hong Kong. E encontrei algumas preciosidades por aí.

Para começar, que tal um kit kat sabor cheesecake? No Japão o chocolate faz edições especiais em homenagem às cidades e à sua culinária local. Tem kit kat de chá verde, de doce de feijão de pudim e, claro, de cheesecake. (Aliás, falei sobre eles neste post no meu outro blog, o Japas)

Em uma loja de brinquedos e traquitanas encontrei duas versões, uma de frutas vermelhas e outra de blueberry. A de blueberry tem gosto de… chocolate branco com blueberry, e a de frutas vermelhas, que é em homenagem a Yokohama, tem gosto de… nada além de chocolate branco com frutas vermelhas (e há de se ter muita boa vontade pra sentir as frutas lá no fundo). 

Resultado: definitivamente esses kit kats só têm cheesecake no nome.

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