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as sobremesas da realeza

27 Apr

Já que o assunto da semana, do mês, do ano!, é o tal “casamento do século”, vou me intrometer e falar sobre isso também. Na verdade, recebi hoje pela manhã um e-mail da DailyCandy contando que o casamento terá uma das sobremesas preferidas do príncipe e, o melhor, dando a receita da “iguaria”

Acontece que, ao contrário do que você poderia imaginar, a tal sobremesa é super simples de fazer e poderia ser classificada na categoria “sobremesa-de-larica” em oposição às “sobremesas-de-alta-gastronomia” que imaginamos para este tipo de ocasião.

É uma mistura de biscoito (tipo digestive cookies), amendoas, passas, chocolate, manteiga, leite condensado e mais chocolate. Triturado, misturado, gelado, e picado em quadradinhos.

A sobremesa, Chocolate Crunch Cake, é feita neste vídeo pelas donas do Tea and Sympathy. Prepare o estômago e faça a sua própria sobremesa real para acompanhar a cerimônia na sexta-feira 🙂

dessert trucks and lemonade

22 Nov

NY é a cidade dos negócios de nicho, é a cidade das empresas independentes, dos designers com pequenas lojas e dos caminhões de comida. Quando você leu as palavras “caminhão” e “comida”, pensou nos quiosques ambulantes de comida turca, kebabes e hot dogs? Tire esta ideia da cabeça e pense em pequenos caminhões, lindissimamente decorados, limpíssimos e com uma oferta de comida de dar inveja a muitos restaurantes “estacionários”. Os food trucks dos EUA são como os laptops, móveis, leves, podem ser levados para onde o dono quiser e, neste caso, onde tiver alguém com fome ou vontade de comer.

Os food trucks são uma incrível solução para pequenos empreendedores e gourmets de plantão, que não querem ou não podem investir em um negócio fixo, com altos alugueis e custos mensais. Aqui no Brasil, mais especificamente em São Paulo, a venda de alimentos nas ruas é proibido. Cachorro quente, pipoca, cocada, pamonha, milho e yakissoba, tudo proibido. A princípio dizem que é por uma questão de higiene e saúde, mas acho que a questão envolve outras polêmicas como “como cobramos impostos desses negócios” e “como controlamos onde eles tão e para onde eles vão”.

Uma pena, eu mesma trocaria nesse instante meu pequeno Palio por um Dobló ou uma Kombi e sairia por aí levando cheesecake e alegria para esta São Paulo de trânsito parado.

Em NY tive a oportunidade de experimentar algumas delícias desses caminhões e conversar com o dono de um deles, um animado e entusiasta ex-designer, ex-publicitário, ex-corporate life como ele mesmo disse. Grant Di Mille, cuja sócia no caminhão é sua mulher, me contou um pouco de como funciona o negócio dos food trucks enquanto eu comia um fresco e denso brownie feito ali mesmo. Eu tinha muita curiosidade sobre como eles escolhiam o lugar e qual era a permissão que eles tinham para ficar ali e ele me disse que o lugar era a parte mais difícil da história, e quem criava problemas eram os outros vendedores de rua (os tradicionais street vendors) enquanto os guardas de trânsito fingiam nem ver o que estava se passando.

Di Mille falou de seu twitter e dos seguidores que tinha, me deu ideias de onde comer bons cheesecakes (o que fica para um próximo post) e me deixou feliz por ter errado a direção do metrô e caminhado algumas quadras aparentemente em vão.

Ah, sim, e a história toda me fez lembrar do filme documentário Lemonade, do qual muito já se falou, especialmente nas rodinhas de publicitários (ex ou atuais), que conta sobre a vida pós agencia de muitos e muitos profissionais da área que tiveram que encontrar novos rumos após a crise… ou durante ela.

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O caminhão do Di Mille é o Street Sweets e o site, com toda a história e o menu você vê clicando aqui